sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ateneu Popular de Montijo

O Renascer do Ateneu Popular de Montijo


Aspecto da nova sede do APM localizada na Rua Luís Calado Nunes [Pátio Aldegalega], Loja H, em Montijo.
Há cerca de quinze anos que o Ateneu Popular de Montijo (APM) procurava uma solução para a sua sede, que deixara de oferecer condições de segurança.

Ao assinar, recentemente, com a Câmara Municipal de Montijo um protocolo de cedência de um edifício, onde passará a funcionar a sua sede, o APM alcançou um dos objectivos essenciais para dar um novo impulso às suas actividades.

O APM foi fundado em 15 de Dezembro de 1939, por um grupo de jovens que se dedicava ao estudo de esperanto, que se anunciava como língua universal a ligar os povos.

Cosme Benito Resina, Joaquim Lavado, Manuel Luciano Lucas Alegria e António André Lopes Barreto instituíram, então, a associação que tinha por fim «desenvolver entre os seus associados e familiares a edução intelectual e física, proporcionando-lhes meios de cultura e distracção e a expansão do desporto.»

Ao longo da sua vida o APM tem dado corpo aos seus estatutos respondendo aos anseios dos seus sócios e de Montijo.

Neste sentido, inicialmente, o grupo constituinte começou por estudar o esperanto para alargar, progressivamente, a sua acção ao domínio da instrução, criando cursos de alfabetização, uma biblioteca e cursos de História e Língua Pátria, Dactilografia e Oratória, esta praticada aos domingos nas agradáveis reuniões, que ficaram conhecidas como “Chá do Ateneu”.

Nos nossos dias, tendo-se já afirmado como associação retintamente cultural, o APM aposta na divulgação do xadrez, participando em várias competições; do cinema, com a criação de um cine-clube e a realização de sessões na sua sede, debates e realização de filmes; da fotografia, com a criação de um núcleo de fotografia responsável pela realização de várias exposições. Atenção especial mereceu ao APM o debate de ideias e a defesa e divulgação do património histórico-cultural do concelho, realizando visitas de estudo e promovendo várias edições de postais e de um jornal sobre temas locais.

Ao longo dos anos, a boa imagem do Ateneu tem colhido a simpatia e a colaboração de várias figuras nacionais, nomeadamente, José Jorge Letria, Helena Neves, Rogério Paulo, Ary dos Santos, José Manuel Nunes, Tito Lívio, Zeca Afonso e o Arquitecto Tomás Taveira, que com a sua participação contribuíram para a formação de muitos jovens e para o engrandecimento cultural de Montijo.

Não foi a primeira vez que o APM atravessou uma grave crise e dela renasceu como a Fénix.
A história contemporânea do APM regista o nome de Joaquim Carreira Tapadinhas, responsável e impulsionador do segundo fôlego da associação, a cujo esforço, generosidade e abnegada dedicação deve a instituição a sua sobrevivência na década de sessenta.

Hoje, um grupo de sócios, presidido por Carlos Traquina, pretende colocar o APM na rota do século XXI.

Com o nosso apoio o farol da cultura voltará a brilhar no Ateneu Popular de Montijo.

Amanhã, dia 15 de Setembro, o APM reabre as suas portas. Como bem disse Manuel Barrona: «É uma casa de homens livres».

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